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Remédios para emagrecer: veja porque é perigoso tomá-los sem recomendação médica

Uma prática muito comum, principalmente entre as mulheres, é o uso de remédios para emagrecer sem orientação médica. Essa atitude, apesar de comum, de acordo com os médicos e profissionais de saúde, deve ser vista com grande preocupação. Existe uma série de problemas de saúde que podem ocorrer com o uso indiscriminado desses medicamentos. Vamos mostrar aqui nesse artigo quais os remédios mais utilizados e que problemas podem ocorrer, para que você fique alerta e tome cuidado. Vamos lá?

Por que isso ocorre

Bom, os motivos da automedicação utilizando esses remédios são vários. Muitas vezes a pessoa não se sente satisfeita com seu peso, e não quer praticar exercícios ou fazer dieta, e acaba apelando para esse “caminho fácil” dos remédios para emagrecer. Outro caso que também ocorre é o de algum(a) amigo(a) já estar tomando e falar que não tem problema nenhum, que é algo natural. Só que não é bem assim.

Os remédios mais usados

Os remédios para emagrecer mais usados e difundidos no mercado podem ser separados por categorias:

Anorexígenos: a Dietilpropiona, Femproporex e Mazindol são medicamentos com efeitos parecidos com o das anfetaminas. Eles agem no sistema nervoso central, inibindo a fome. Normalmente, o organismo se acelera e queima muito mais calorias, realmente funcionam, mas a um preço alto como, por exemplo, taquicardias e boca seca. Falaremos mais abaixo.

Sacietógenos: existem dois mais conhecidos, a Sibutramina e o Ribonabanto. O primeiro é um medicamento que também atua de maneira semelhante às anfetaminas, agindo no sistema nervoso central. A Sibutramina leva à perda de peso por aumentar a saciedade e a queima calórica. Pode levar ao aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Os efeitos colaterais mais observados são boca seca, insônia, cefaleia e constipação intestinal. A sibutramina vive sendo discutida entre entidades médicas, ora é proibida, ora liberada. Mesmo assim, muitos médicos preferem não indicar este medicamento.

Inibidores da absorção de gordura: Infelizmente seu uso tem se tornado comum. O Orlistate, por exemplo, é uma droga que diminui 30% da absorção de gordura pelo intestino, levando a uma perda de peso gradual. A vantagem deste medicamento é que, diferente dos outros, ele não age no sistema nervoso central, age somente no intestino, sendo quase totalmente excretado pelo organismo. Os efeitos colaterais dependem basicamente da alimentação. Se houver exagero no consumo de alimentos gordurosos, o intestino pode ficar solto demais. Este medicamento ajuda muito na mudança de estilo de vida, pois ensina o indivíduo a identificar mais facilmente alimentos com excesso de gordura. Pode ser usada em indivíduos que apresentam contraindicação ao uso de drogas com efeito no sistema nervoso central, como pacientes com doenças psiquiátricas ou com hipertensão grave.

Termogênicos: termogênicos são produtos que têm como objetivo principal ajudar no emagrecimento e dar mais “pique” para treinar. O principio ativo é composto por substâncias adrenérgicas, que liberam adrenalina, provocando aceleração nos batimentos cardíacos, e faz com que forneça mais disposição para atividades físicas e mentais e, como consequência, um pequeno aumento da temperatura corporal. E ai que se encontra o efeito chave. São dois os tipos existentes de termogênicos, os que contêm e os que não contêm efedrina. Os produtos que contém efedrina são mais eficientes e mais prejudiciais também, por isso esta substância está proibida no Brasil e na maioria dos estados norte-americanos.

Problemas da automedicação

Embora os remédios para emagrecer, na maioria das vezes sejam vendidos livremente e sem muito controle, existem sim vários problemas associados a eles. Veja na tabela:

Como se pode ver, os perigos são grandes, não só pelos efeitos colaterais que podem ocorrer, mas porque vários desses remédios têm propriedades semelhantes a das metanfetaminas. Já ouviu falar em “ecstasy” ou as famosas “balas” que se ingerem em raves? Pois é, é algo bem parecido que se ingere com esses remédios. Se você se mantém longe das drogas, por que se arriscar com este tipo de medicação?


Por mais que a imprensa alerte, por mais que o governo invista em campanhas, muitas pessoas ainda insistem em ignorar os perigos do uso de medicamentos para emagrecer, e o fazem sem indicação de um médico de confiança. O Guia dos Solteiros espera sinceramente que esse artigo sirva como um alerta. Não ignore-o, e procure seu médico. Se você quer emagrecer, ele poderá lhe indicar tudo que precisa ser feito, com segurança e mantendo sua saúde a salvo.

Quaisquer dúvidas ou sugestões, os comentários estão em aberto, conte sua experiência para nós!

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