Guia dos Solteiros

O preconceito é um problema seu sim

Muitas pessoas brancas, cisgêneras, heterossexuais, cristãs, pensam: “Eu não sou preconceituosa. Então já estou fazendo o suficiente. Não preciso nem falar disso mais, pois não me afeta.”

A verdade é que não está fazendo o suficiente. Veja bem:

Mesmo que você não seja afetado diretamente, para construir um mundo melhor é necessário que outras pessoas tenham acesso a conhecimento. Ignorância traz preconceito, que nada mais é que um pré-conceito, ou seja, um conceito formado na sua cabeça (ou na das outras pessoas) que faz com que você forme uma ideia sobre algo ou alguém que na maioria das vezes não é verdade. Rotular uma pessoa pode ser muito perigoso.

O preconceito é um problema seu sim.

Mas o que você pode fazer para construir um mundo melhor?

 

1. Mude sua postura e pontos de vista.

Pratique algo que se chama empatia: tentar entender o que a outra pessoa está passando é necessário para perceber algumas coisas. Não estou falando apenas das situações extremas, no caso de homicídios e ódio escancarado. O preconceito está presente também em pequenas situações do dia a dia, como elogiar um homem gay por “não parecer gay” ou falar que uma mulher negra é bonita porque “não parece negra”.

O preconceito é um problema seu sim.

2. Converse com seus amigos e familiares.

Muitas vezes você não ajuda a propagar estereótipos e preconceitos, mas seus parentes vivem fazendo piadinhas aparentemente bobas e inocentes que apenas reforçam o preconceito entre as pessoas. Todos já ouvimos alguém dizer “isso é coisa de v*ado”, “mulher no volante, perigo constante”, “quem é o homem e a mulher nesse casal?”. Não apenas já ouvimos coisas do tipo, mas também já falamos asneiras e propagamos preconceitos nós mesmos. É algo que está enraizado na sociedade, e por isso precisa ser conversado para que possa mudar.

O preconceito é um problema seu sim.
Ajude a parar com o preconceito!

Não deixe seus amigos chamarem uma mulher de “p**a”, por exemplo. Você pode até não concordar com as opções que aquela mulher fez para a vida dela e achar que você não agiria da mesma forma, mas isso não significa que ela é uma “p**a”. Não é direito seu julgar, nem dos seus amigos.

O preconceito é um problema seu sim.

3. Ao ver o preconceito acontecendo, interfira.

Ao ver uma pessoa sendo vítima de preconceito, diga ou faça algo. Se alguém está tentando fazer com que uma minoria se sinta menos “no direito” que a maioria, tome a posição de ajudar essa pessoa que está sendo atacada, mesmo se você for parte da maioria. Muitas vezes isso faz uma diferença enorme na vida da pessoa que está sendo agredida verbalmente ou fisicamente. E até mesmo, quem sabe, faça uma diferença na vida da pessoa preconceituosa ao plantar uma sementinha do bem no cérebro dessa pessoa, fazendo com que ela repense as atitudes dela?

O preconceito é um problema seu sim.

Educação não é dever só da escola ou dos pais. Todo mundo tem a capacidade de educar outras pessoas. O preconceito, na maioria das vezes, é resultado da ignorância, do “não conhecimento”. Por isso, sempre que puder, faça a sua parte e eduque alguém a respeito disso.

Afinal, ninguém deveria ter mais direitos que outras pessoas. Se trabalharmos juntos, poderemos ao menos caminhar em direção à uma sociedade mais justa e agradável para todos.

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