Guia dos Solteiros

É normal namorar e sentir atração por outra pessoa?

Às vezes os seus olhos desviam para o lado quando você está de mãos dadas, passeando com seu grande amor? Acredite, isto é mais normal do que parece.

Você pode até negar, mas quase todo mundo já sentiu uma atração por alguém fora de um relacionamento formal. O alvo de desejo pode ser desde as celebridades das novelas e dos filmes até alguém da vizinhança que sempre está com o corpo em forma física atraente.

O início de um grande amor

No começo o amor é 1.000 maravilhas
No começo o amor é 1.000 maravilhas (Fonte: Olessya / Pixabay)

Não importa se são amantes, namorados, noivos, casados ou só ficantes. Começos dos romances são experiências únicas, nas quais a gente parece perder os sentidos e ignora todas as pessoas ao redor, como se existisse apenas a alma gêmea na visão, mente ou no coração.

Este sentimento de não ter olhos para nenhuma outra pessoa é algo que a sociedade ocidental conseguiu embutir aos poucos nas cabeças dos seres-humanos, com meios de comunicação e programas de temas amorosos que colocam o amor como se fosse uma utopia mágica de Cinderela.

Certo é que o romantismo literário não deixou de existir na sociedade pós-moderna. Ao contrário, cada vez as pessoas sentem a necessidade de ter uma ou mais companheiras (os) nos casos amorosos para serem bajuladas como a última bolacha do pacote.

Quando a cegueira deixa de existir: Ligando o sinal de alerta

O horrível sentimento de trair em pensamento
O horrível sentimento de trair em pensamento (Fonte: JerzyGorecki / Pixabay)

Bares, baladas, almoço de domingo, festas dos familiares, compromissos com amigas ou amigos, enfim, quase ninguém liga para estas coisas quando está no começo da relação amorosa, se entregando de corpo, alma e pensamento a outro alguém.

Mas, cedo ou tarde, esta lua de mel sentimental acaba e você volta a enxergar as coisas que existem ao seu redor. Quantos casais há por aí que começaram como almas-gêmeas, sempre grudados, e, hoje em dia, não ficam juntos ao menos no final de semana para um café da manhã colonial romântico?

Com o fim da prisão sentimental você volta a virar sua cabeça na rua ou no shopping para admirar as paisagens do sexo oposto, ir aos encontros com amizades, achar graça dos botecos da vida e sentir as maravilhas da solteirice novamente.

Até aí tudo bem, porque o seu instinto ainda mantém um sentimento fiel, embora você esteja mais livre para sentir ou pensar.

O problema real acontece quando você acessa o elevador do condomínio para ir até o seu apartamento, dá uma olhada de lado e percebe que a nova pessoa da vizinhança é de parar o trânsito, sentindo um excesso de vontade de se esfregar sem preocupação com moralidade ou respeitos matrimoniais.

Pensar em outra pessoa é trair em pensamento?

Pensando em outra pessoa
Não há razões para peso na consciência se você jamais trai em sentimento (Fonte: radiopower96)

Como assim? Até ontem você pensava que estava tudo bem na sua união estabilizada sentimentalmente? Hoje já tem libido pela pessoa no elevador?

Será que a maluquice está chegando na sua cabeça? Pode ser pecado? É hora de chamar o padre Marcelo Rossi ou qualquer pastor para tirar o demônio dos pensamentos? A pomba gira descontrola você?

É um pouco chato a gente sentir tesão por alguém mesmo sem perder todo o amor que se sente pelo (a) companheiro (a). Sério, a gente fica super mal, como uma vítima da síndrome de borderline incompreendida pela sociedade.

Aí surgem colegas da onça para aumentar a insegurança, dizendo que você nunca amou e que o relacionamento não é a mesma coisa como no início. Nestas horas até os horóscopos podem servir para as previsões serem ainda mais apocalípticas.

É imoral ou são coisas da vida?

Não tem jeito, a atração sexual é algo de instinto e ninguém está livre de sentir tesão por uma pessoa fora da relação. Anormal é quando você para de ter amor e respeito verdadeiro pela pessoa do relacionamento formal.

O fato é que quando a gente ama pode até possuir vontades quase incontroláveis em certos momentos, mas jamais trocaríamos o beijo da celebridade na capa das revistas pelo abraço sincero do legítimo amor.

Se você já assistiu o episódio da série “Eu, a patroa e as crianças”, no qual Michael e Jay Kyle viajam com a família ao Hawai, consegue compreender esta ideia de atração x amor.

Na história, ambos se sentem atraídos por pessoas muito atraentes ao ponto até de imaginarem coisas indecentes, mas no final o casal volta para o quarto do hotel com os laços matrimoniais reforçados. Assista na gravação abaixo:

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